As palavras cruzadas foram criadas no Egito há 2000 anos. Foram encontradas num fragmento de papiro, remanescente do período Greco-Romano com pistas e enigmas baseadas nos mesmos princípios da moderna palavra cruzada.
No século XII a.C. os egípcios já dispunham de um eficiente sistema postal, sobretudo a partir da IXX dinastia, quando foi criado um serviço permanente de correios. Os mensageiros realizavam o percurso a pé – mesmo os mais longos, e repousavam em estações de pernoite distribuídas ao longo dos "caminhos postais". Os encarregados das estações exerciam rigorosa vigilância durante o repouso para garantir a pontualidade.1
O texto a seguir revela carta enviada pelo faraó Amenófis IV do Egito ao seu amigo Kadashman Kharbe, rei da Babilônia: "Meu irmão Possas tu estar bem. Tua casa, tuas mulheres, teus carros, tua terra, possam estar muito bem. Eu estou bem e minha casa, minhas mulheres, meus filhos, meus nobres, meus cavalos, meus carros, os guerreiros do meu exército estão bem e toda minha terra vai muito bem." Em 1888, camponeses encontraram entre as ruínas da cidade de Amarna pranchetas de barro com inscrições hieroglíficas. Os egiptólogos concluíram tratar-se de "cartas" (gravadas em baixo-relêvo sobre ladrilhos de cerâmica) que, geralmente, continham introduções demasiado corteses e bem elaboradas. Carta de um príncipe vassalo ao seu faraó: "Ao rei, meu senhor, meu deus, meu sol, sol do céu, assim fala Yapakhi, o homem de Gazri, teu servo, pó de teus pés, servo de teus cavalos; aos dois pés do rei meu senhor, meu deus, meu sol, sol do céu, eu me prosterno sete vezes e sete vezes na verdade, com o ventre e as costas."
terça-feira, 3 de julho de 2012
A escrita egípcia, denominada hieroglífica foi primitivamente pictográfica, isto é, cada sinal representava um objeto. Gradativamente os antigos sinais foram substituídos por caracteres que designavam sílabas, mais tarde reduzidos a vinte e quatro símbolos que representavam sons da voz humana. Além da escrita hieroglífica, usaram os egípcios dois outros sistemas de escritas: o hierático que era uma forma cursiva para fins comerciais e o demótico, usado nos últimos períodos e que consistia numa forma mais simples e mais popular do hierático.
A literatura foi de natureza sobretudo religiosa e filosófica. As suas mais antigas manifestações são constituídas por inscrições feitas nas pirâmides e em túmulos suntuosos. Merece citação a "Canção do Harpista", repassada de ceticismo em relação à vida depois da morte e sugerindo o gozo dos prazeres mundanos. Além dos textos esculpidos nos túmulos e nas pirâmides, havia também, contos, romances e hinos religiosos. O "Diálogo de um Misantropo", é um condenação das iniqüidades e injustiças desta vida e uma exaltação da outra, verdadeira libertação de todos os infortúnios humanos.
A literatura egípcia projetou-se na literatura de outros povos. No Livro do Provérbios de Salomão, por exemplo, sente-se a influência de um livro egípcio intitulado "A Sabedoria de Amenemope", obra de fundo ético e didático.
A contribuição da civilização egípcia para idéias religiosas e éticas é transcendental. Do Nilo derivou-se uma grande parte do progresso intelectual das épocas posteriores. A filosofia, a astronomia, a matemática, a escrita e a literatura nasceram no Egito. Tal fato, por si só, já é suficiente para que se tenha uma idéia bem nítida da importância da herança que foi legada à posteridade pela velha civilização dos faraós.
No Egito Antigo a escrita mais usada era conhecida como escrita hieroglífica, pois era baseada em hieróglifos. Estes eram desenhos e símbolos que representavam idéias, conceitos e objetos. Os hieróglifos eram juntados, formando textos. Esta escrita era dominada, principalmente, pelos escribas.
Os egípcios escreviam, usando os hieróglifos, no papiro (espécie de papel feito de uma planta de mesmo nome) e também nas paredes de pirâmides, palácios e templos.
Estes hieróglifos são a principal fonte histórica para entendermos a história desta importante civilização antiga. Poucos egiptólogos (estudiosos do Egito Antigo) conseguem decifrar a escrita hieroglífica.