I Vem depressa para junto do teu amor, Como o mensageiro real obedecendo à Impaciência do seu amo - quer dizer, se se acreditar, num mensageiro real. Vem depressa, Tens toda a coudelaria à disposição, A carruagem pronta. Nem o mais impetuoso dos cavalos - Quando a encontrares - Se aproximará da velocidade do teu coração. II Traz o teu ímpeto À casa da tua amada, Tu que és o orgulho da coudelaria do rei, Escolhido de entre uma centena de puros-sangues, Treinado com ração especial, Que partes em galope sem igual à mera menção da palavra estribo, Sem mesmo o treinador (Que é hitita) Poder segurar-te. Como ele conhece bem o coração dela A que há-de ficar sempre ao seu lado.
III Vem como a gazela do deserto Obrigada a ziguezaguear em nervosa pressa Atravessando os trilhos e voltando Com medo do ganido dos cães e do caçador; E que finalmente se decide por uma veloz linha recta Com um olho no lugar deixado. Estás a salvo dentro da casa da amada Beijando-lhe as mãos, fazendo-lhe A sincera proclamação do teu amor, Fazes tudo isto Tudo isto no interior da grande e pré-concebida organização Da deusa do oiro
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