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Os antigos egípcios recomendavam um banho aromatizado, seguido pela aplicação de óleos perfumados nas axilas.
Também descobriram que a eliminação dos pelos das axilas diminuíam o odor.
Registros encontrados no Egito, como gravuras, pinturas e estátuas de gatos, indicam que a relação desse animal com os egípcios data de pelo menos 5000 anos.
Elementos encontradas em escavações indicam que, nessa época, os gatos eram venerados e considerados animais sagrados.
Bastet (Bast ou Fastet), a deusa da fertilidade e da felicidade, considerada benfeitora e protetora do homem, era representada na forma de uma mulher com a cabeça de um gato e frequentemente figurava acompanhada de vários outros gatos.
Na verdade, o amor dos egípcios por esse animal era tão intenso que havia leis proibindo que os gatos fossem "exportados". Qualquer viajante que fosse encontrado traficando um gato era punido com a pena de morte. Quem matasse um gato era punido da mesma forma e, em caso de morte natural do animal, seus donos deveriam usar trajes de luto.
O ciúme, naquela época como hoje, muitas vezes interferia na relação amorosa. Em tal caso um jovem ou uma jovem apaixonados e enciumados podiam apelar para a magia. Entre os antigos egípcios um dos fetiches eróticos era a cabeleira.
Assim, o homem ou a mulher enciumados apelavam para uma receita mágica infalível para fazer cair os cabelos dos rivais:
Colocar uma folha de lótus queimada no óleo e esfregar a cabeça daquele (ou daquela) que se detesta.
Embora isso fosse algo como amarrar o guizo no gato, aquele que tivesse caído na esparrela podia safar-se besuntando o crânio com um unguento à base de escamas de tartaruga e de gordura de pata de hipopótamo.
A única, a bem amada, a sem igual,
A mais bela do mundo,
Olhem para ela, é semelhante à estrela brilhante do ano-novo,
No limiar de um belo ano.
Aquela na qual brilha a graça, de pele radiante,
A de olhos claros,
E dos lábios de doces palavras.
Jamais ela pronuncia uma palavra supérflua.
Ela, cujo pescoço é longo, cujo seio é luminoso,
Possui os cabelos de verdadeiro lápis-lazúli.
Seus braços suplantam o brilho do ouro,
Seus dedos são semelhantes aos cálices de lótus.
Aquela cujo dorso é lânguido e os quadris delgados,
Aquela cujas pernas sustentam sua beleza,
Aquela cujo andar é cheio de nobreza, assim que ela coloca os pés no chão.
Seu beijo arrebata meu coração.
Ela faz com que o pescoço de todos os homens
Se virem para admirá-la.
E cada um que ela saúda fica feliz.
Ele se sente o primeiro dos jovens.
Quando de sua casa ela sai,
Pensamos estar vendo aquela que é sem igual.
Diversas receitas médicas ou mágicas existiam para fazer com que o leite materno não secasse nem provocasse cólicas no bebê, para acalmar o choro do recém-nascido, ou para protegê-lo de todo e qualquer mal. Um dos papiros dizia, referindo-se ao lactente:
Que cada deus proteja teu nome,
Cada lugar onde te encontrares,
Cada leite que beberes,
Cada seio em que te prenderes,
Cada joelho sobre o qual sentares,
Cada veste que te puserem,
Cada lugar onde passares o dia,
Cada proteção sobre ti pronunciada,
Cada objeto sobre o qual deitares,
Cada laço que te fizerem,
Cada amuleto posto em teu pescoço.
Mais adiante o encantamento se dirige contra qualquer espírito malfazejo:
Vieste para abraçar esta criança?
Não permito que a abraces!
Vieste para acalmar esta criança?
Não permito que a acalmes!
Vieste para lhe fazer mal?
Não permito que lhe faças mal!
Vieste para levá-la?
Não permito que a leves!